Fluxo digital na odontologia: como funciona, etapa por etapa
O fluxo digital na odontologia é o caminho que um caso percorre sem gesso nem moldagem: da boca do paciente para um arquivo, do arquivo para um planejamento e do planejamento para a peça. Entender as etapas é o que evita comprar um equipamento que não conversa com o resto.

O fluxo digital tem 3 etapas: aquisição, quando o scanner intraoral, a tomografia e a fotografia transformam a boca do paciente em arquivo; planejamento, quando o caso é desenhado em software CAD; e produção, quando a peça é fresada ou impressa em 3D. Ele pode ser totalmente digital ou híbrido, com moldagem convencional escaneada no laboratório.
Este guia trata do processo de um caso. O panorama — todas as tecnologias e a ordem em que fazem sentido no consultório — está no guia completo de odontologia digital.
Quais são as etapas do fluxo digital?
São 3 etapas, e cada uma entrega um arquivo para a seguinte:
- Aquisição: scanner intraoral, tomografia e fotografia transformam a boca do paciente em arquivo.
- Planejamento: o caso é analisado e a peça, o guia ou o alinhador é desenhado em software CAD.
- Produção: a peça é fresada a partir de um bloco ou impressa em 3D, e segue para ajuste e cimentação.
O que costuma dar errado não está dentro de uma etapa, mas na passagem entre elas: arquivo que um software exporta e o outro não abre, ou planejamento feito sem a tomografia que o caso pedia.
O que acontece na aquisição?
O scanner intraoral faz uma varredura da arcada e gera o modelo 3D em arquivo, normalmente no formato STL, no lugar da moldagem com alginato ou silicone. A tomografia gera o volume ósseo em DICOM, e a fotografia registra o sorriso para o planejamento estético.
Nos casos de implante, os dois arquivos se sobrepõem no software: a superfície dos dentes vem do escaneamento, e o osso vem da tomografia. É essa sobreposição que permite planejar a posição do implante e imprimir o guia cirúrgico.
Como funciona o planejamento em CAD?
No software CAD — sigla em inglês para desenho assistido por computador —, o caso é analisado e a peça é desenhada sobre o modelo digital: coroa, faceta, guia cirúrgico ou a sequência de um alinhador. O planejamento pode ser feito no consultório ou no laboratório, que recebe o arquivo pela internet.
É também a etapa em que o paciente participa: o mockup e a simulação mostram a proposta antes de qualquer desgaste, e a aprovação fica registrada no prontuário.
Fresagem ou impressão 3D: qual a diferença?
A fresagem é subtrativa: a máquina usina a peça a partir de um bloco, e é o caminho das coroas e facetas definitivas em cerâmica e zircônia. A impressão 3D é aditiva: a peça é construída em camadas de resina, e é o caminho de modelos, guias cirúrgicos, provisórios e placas.
Por isso as duas não competem: muitos consultórios imprimem modelos e guias e deixam a peça definitiva fresada no laboratório.
Fluxo totalmente digital ou híbrido?
No fluxo totalmente digital, o dentista escaneia a boca e manda o arquivo ao laboratório. No híbrido, a moldagem continua convencional, e o laboratório escaneia o modelo de gesso num scanner de bancada antes de seguir digitalmente.
O híbrido é a porta de entrada mais comum: o consultório ganha a precisão da produção digital sem comprar scanner, e decide sobre o equipamento quando o volume de casos justificar.
Onde ficam os arquivos do paciente?
No prontuário, junto do resto do caso: o arquivo do escaneamento, a tomografia e as fotos fazem parte do registro clínico. A Lei nº 13.787/2018 fixa o prazo mínimo de 20 anos, a partir do último registro, para a guarda do prontuário em papel e do digitalizado.
E são dado de saúde, sensível pela Lei nº 13.709/2018 (LGPD): o envio ao laboratório precisa de canal seguro e de um laboratório que trate o arquivo só para aquele caso. No A2Odonto, fotos e documentos ficam na ficha do paciente, sem custo por armazenamento — o que entra é cada arquivo do caso ligado à pessoa certa.
Por onde começar o fluxo digital no consultório?
Por um laboratório digital e pelo fluxo híbrido. Depois, o scanner intraoral, quando o volume de prótese, implante ou alinhador pagar o equipamento; por último, a impressora 3D para modelos e guias, se o consultório quiser produzir parte do que hoje terceiriza.
Antes do equipamento, o registro: no A2Odonto, prontuário, odontograma e anexos estão desde o plano Pro, R$ 149/mês. O panorama completo está no guia de odontologia digital.
Perguntas frequentes
Quais são as etapas do fluxo digital na odontologia?+
São 3: aquisição (scanner intraoral, tomografia e fotografia viram arquivo), planejamento (o caso é desenhado em software CAD) e produção (a peça é fresada ou impressa em 3D).
Qual a diferença entre fluxo digital e fluxo híbrido?+
No digital, o dentista escaneia a boca e envia o arquivo ao laboratório. No híbrido, a moldagem continua convencional e o laboratório escaneia o modelo num scanner de bancada. O híbrido é a porta de entrada sem comprar scanner.
Qual a diferença entre fresagem e impressão 3D?+
Fresagem é subtrativa — usina a peça a partir de um bloco, como coroas em cerâmica e zircônia. Impressão 3D é aditiva — constrói em camadas de resina modelos, guias cirúrgicos, provisórios e placas.
Que arquivo o scanner intraoral gera?+
Um modelo 3D da arcada, normalmente no formato STL. A tomografia gera o volume ósseo em DICOM, e os dois se sobrepõem no software para planejar implante e guia cirúrgico.
Preciso comprar scanner para começar o fluxo digital?+
Não. O fluxo híbrido começa com um laboratório digital que escaneia a moldagem convencional. O scanner próprio entra quando o volume de prótese, implante ou alinhador paga o equipamento.
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